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Bouken-Ni #21 - Hourou Musuko

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Olá pessoal! Passando aqui pra trazer pra vocês mais uma tirinha do Bouken-Ni! Agora que a arte-finalista está curada da tendinite temos mais piadas infames sobre otakus para contar pra vocês (que maravilha!).

Sem mais delongas, vamos ver o que nossos rapazes mais queridos, Mimimi e Pseudo-Cult, acham de Hourou Musuko (quem não conhecer alias, já passou da hora de ler/assistir!)



Ah vai, eu adoro esse anime/mangá de vi******, senhor Mimimi. 

E é isso por enquanto. Semana que vem tem feriado aqui no Rio Grande do Sul, então quem sabe eu consiga trazer mais algum (dos meus abomináveis) desenhos extras pra acompanhar a tira. Não prometo nada brilhante, afinal além de ser impossível pra minha técnica eu estou meio que tentando aprender a ir com calma nos trabalhos. Eu já poderia ter publicado uma novel pra vocês se não fosse uma pessoa ansiosa ao nível suicida, então estou tentando pegar leve e terminar um projeto de cada vez.

Mas é claro que o encadernado do Bouken-Ni é prioridade! (ou quase isso).

Obrigada a todos pela leitura, espero que tenham gostado de mais essa tira. Comentem, mostrem aos amigos, espalhem pelo universo e ajudem a websérie sobre otakus brasileiros mais sádica de todos os tempos a conquistar o universo!

Até semana que vem!

PS: Espero que meu passeio neste fim de semana em Porto Alegre me traga muita inspiração para novas edições do BN! 

[Corrente de Reviews] : Solanin

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Olá a todos! Estou aqui trazendo para vocês a minha participação na corrente de resenhas feitas todas por blogs sobre animes e mangás organizado pelo Diogo Prado (Anikenkai) chamado de (surpreendam-se) Corrente de Reviews para trazer. . .  sim sim, isso mesmo. A obra que me ficou destinada a  abordar (dentro das minhas limitações, claro) para vocês é o mangá Solanin, que me foi indicado pelo blog Mangathering .

Solanin: Felicidade versus Realidade




Posso começar dizendo que fiquei muito feliz quando recebi essa indicação para a minha participação na corrente, pois pelo pouco que sabia de Solanin essa seria a oportunidade de conhecer de perto uma grande obra. Mas eu não tinha como ter noção real do quão profunda eraé a obra de Inio Asano e o quanto ela iria dialogar com a minha própria vida. Foi desafiador vir falar de Solanin, pois é difícil sintetizar de uma única vez tudo o que se sente e pensa ao fim da leitura.

O plot

A trama gira em torno de Meiko e Taneda, um casal de namorados que já está junto a seis anos (desde a faculdade) e moravam juntos a um ano. Os dois são formados tem empregos comuns (ela de secretária e ele em design num regime de meio período) e o grande ponto é: eles detestam a vida do jeito que está.

Meiko se sente estagnada, sufocada, como se a sociedade quisesse o tempo inteiro esmagar o que ainda restava de forças nela para buscar uma vida diferente. A rotina, o trabalho entendiante, tudo isso a enxia de uma angústia crescente, dia após dias e no começo da trama ela está a beira de jogar tudo pro alto, esperando apenas uma fagulha, um empurrão do destino para tal.

E esse empurrão vem de um comentário distraído somado a uma bexiga perdida em uma manhã. É assim que Meiko começa uma jornada em busca do intangível e imensurável "mundo ideal", largando o emprego e indo atrás do que quer que fossem seus sonhos.

Dai por diante a trama se devolve na busca de Meio pelos seus ideais e seu conflito por primeiramente nem saber por onde começar. Ela deseja a liberdade e felicidade e incentiva Taneda a embarcar por completo também nessa busca, sem que ela mesma tome alguma atitude para que isto acontecesse. O medo e o sofrimento logo surgem no caminho do casal, mais como consequência de suas escolhas do que por qualquer outra coisa e é a consciência disso que o joga em uma via sem volta, que determinar toda a configuração da segunda metade da trama.

Os Protagonistas



Não vou negar que a protagonista, Meiko, foi a personagem que mais me cativou durante a trama. Suas expressões e pensamentos dialogar diretamente com o leitor. Seus temores e atitudes impulsivas são os mesmos de qualquer um que chegou à fase adulta e encontrou um mundo bem diferente do que sonhava. Mesmos as pessoas entediadas do metrô agridem o humor dessa personagem que simplesmente odeia o mundo comum para não admitir que odeia a si mesma por deixar-se levar na inércia do cotidiano. 

Junto a ela temos Taneda que a primeira vista é um cara bem mais "conformado" com o mundo e suas regras. Trabalhando em meio período e ensaiando com seus amigos ele mantém um pouco do gostinho do seu sonho juvenil de ser um grande guitarrista. Taneda não é diferente em nada de Meiko, só é um bocado mais paciente com as coisas. Porém ele se coloca em movimento em busca de seus sonhos mais uma vez quando Meiko lhe diz que deveria fazer isto, que talvez ele pudesse se tornar um profissional como tanto sonhava se levasse a banda a sério. É porém quando as adversidades e desilusões dessa decisão surgem que é possível ver a grande diferença entre os dois: enquanto Meiko resiste a tudo, mesmo que sofrendo ou sem uma visão do futuro, Taneda não aguenta com tanta garra os acontecimentos e isso sela o destino fatídico dos dois.


E não pensem que os protagonistas são os únicos personagens brilhantes da história. Todos tem função e carisma únicos no desenvolvimento, passando por coisas tão casuais e tocantes que faz o leitor simpatizar com seus medos e questionamentos. Todos são figuras marcantes que ficam na memória de quem acompanha suas "desventuras cotidianas" até o fim da trama.

Do que fala esse mangá?



Solanin fala muito sobre a resistência e estranheza que todos passam quando chegam à vida adulta. O mundo não se importa com os sonhos de ninguém e a grande maioria das pessoas é obrigada a trabalhar em coisas que não gosta, em lugares que não gosta e com pessoas que detesta. O sentimento de angústia perante esse desvio de caminho que se passa ao ter que trabalhar de maneira medíocre para pagar o aluguel (por exemplo) é uma das sensações mais comuns que as pessoas passam nessa fase da vida. E mesmo as pessoas que não passam por isso tão na prática quanto os personagens da história entendem bem este sentimento, por que de uma maneira ou outra todos são arrastados pra longe dos seus sonhos e ideais juvenis em algum momento.

Por isso, na minha opinião, Solanin é tão humano, crível e universal em nossos tempos e nossa sociedade. É uma grande obra por isto, porque consegue falar desses sentimentos que a maioria das vezes não se sabe botar em palavras e ainda assim se sabe muito bem que existe. Isso tudo sem cair em um pessimismo absoluto. Não, a história não é trágica em excesso, ainda que tragédias ocorram, ela é real, sem eufemismos ou exacerbações.

Além disso Solanin fala muito sobre seguir sonhos. Será que lutar pelos seus desejos, largando tudo, ignorando o que pode vir a seguir, é tudo o que se precisa para chegar ao desejado? O quão cada pessoa está disposta a aguentar para vislumbrar aquelas duas palavras tão idealizadas e distantes que são "Felicidade" e "Liberdade"? Será que é melhor desistir dos sonhos e viver o "comum"?


Solanin não traz nenhuma dessas respostas. Na verdade em cada página com a bela arte de Asano uma mensagem parece ecoar ainda mais: a vida sempre segue. Eu interpreto isso como algo num tom de "não existe uma escolha melhor que as outras, mas é preciso escolher". Cada um interpreta da própria maneira, isso é fato, ainda mais em uma mensagem tão universal.

Conclusão e opinião pessoal


Pra mim, Solanin foi um diálogo direto com a minha realidade. Tantos em valores, tanto em medos, tanto em motivações e falhas. Quando vi Taneda tocando sua guitarra com paixão e depois questionando tudo e toda aquela escolha "de merda" dele eu vi claramente tudo o que eu mesma sinto ao escrever 10 páginas de uma história e depois pensar "ora zeus, quem vai querer ler isto? Eu deveria estar programando". Isso é minha experiência pessoal, mas acredito que todos tem suas experiências de sentimento semelhante, seja em qual dimensão da vida for.

Confesso que eu li a obra de uma vez só e muito mais rápido do que ela merece ser lida. Não me arrependo, mas digo desde já que vou ler novamente com muito mais calma num futuro próximo. Por que esse mangá merece. Eu não indico pra quem já se acostumou a fatalidade de estar no mundo "comum", por que o autor deixa bem claro, mesmo na última página, que ainda que tudo dê errado e você tenha que recomeçar, você não pode nunca ficar preso, estagnado, no lugar comum. Aprenda a viver o delicado equilíbrio entre si próprio e o mundo.

Indicação da Corrente

E foi isso! Ufa, acho que fui um pouquinho "gente demais" nesse texto, foi mal de novo. Pra finalizar devo declarar que indiquei. . .  o anime Serial Experiments Lain para o Nintakun do Mangás Cult. Sinceramente espero que esta indicação tenha sido tão oportuna pra você, Ninta, quanto foi a indicação do Mangathering pra mim!

Gente, para acompanhar certinho o andamento da Corrente de Reviews, vejam o texto atualizado do Anikenkai com todos os artigos AQUI.

Vou me despedindo agradecendo muito ao Mangathering pela indicação de Solanin, agradecendo também ao Diogo (meu pseudo-cult favorito) por organizar esse evento e também a todos vocês que chegaram até este parágrafo! Obrigada pessoal! Quem sabe eu deixe prá lá de vez a 'mimimizada' dessa vida e traga uns artigos interessantes pra vocês depois dessa ingestão de inspiração de vida que foi Solanin?

Até a próxima!

Bouken-Ni #22 - Mudanças

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E aí pessoal! Estou de volta depois de um pouco mais de tempo do que o necessário (na verdade uma viagem que fiz a duas semana à Porto Alegre me cansou e tirou o pique durante a semana, desculpem), MAS estamos de volta com mais um Bouken-Ni.

Sem demoras, vamos ver algo inimaginável. . . uma mudança que nunca se esperaria. . . será que o jovem e inocente John está a ponto de abrir seus horizontes como otaku?!



É. . .  trocou seis por meia dúzia. . . E antes que alguém se pergunte, eu já li One Piece (recentemente no relançamento da Panini) e sei que é bom, mas não é história pra mim, não me atrai. Faz parte da brincadeira esse tipo de coisa ne.

E temos mais coisas hoje! Sim, uma ilustração (a.k.a. "desenho-feio-da-tia-mazaki") pra vocês! Um encontro épico entre mascotes de blogs do segmento de anime/mangá. Pseudo-Cult e Netotin pra vocês!



Se você não conhece o Netotin recomendo que visite imediatamente o Netoin!, seu blog de surgimento e o Netotin do Netoin!, o blog fundado pelo próprio mascote junto a outros redatores.

Alias, esse desenho é um parabéns antecipado ao fofo Netotin pelo seu aniversário. Parabéns bolinho de arroz com cauda :D

Só fico me perguntando aqui se o Pseudo-Cult não tem seus interesses próprios de blogueiro-quase-culto nessa amizade com o pequeno. . . Hm hm.

Até semana que vem pessoal!

Bouken-Ni #23 - Malditos Otakinhos

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Olá a todos! Chegando mais uma vez uma tira do Bouken-Ni com todo o esforço meu e da nossa amável arte-finalista  @SechanKV (minha chefa no blog Kono-ai-Setsu), esperamos que apreciem mais essa micro historinha dos nossos "Otakus Nada Incomuns" (slogan adaptado da sugestão amável do Diogo Prado, do Anikenkai).

Nota: Esta tira foi inspirada pela otaka gaúcha Josi, dubladora oficial do mascote Netotin que conheci durante o encontro que aconteceu em Porto Alegre, no mês de Setembro. Obrigada pela piada pronta, Josi!



Agora falando um pouco do Bouken-Ni (enxer linguiça na postagem?! Não não. . . ) eu estou realmente trabalhando para melhorar e expandir essa pequena série amadora no próximo ano (lembrem-se que o BN nasceu em janeiro, quase 1 ano. . .). Isso tanto porquê eu acredito que existe ainda bastante coisa divertida a se falar sobre o cotidianos dos amantes de cultura japonesa pop deste nosso país. O outro motivo é porquê, apesar da falta de destreza total, eu adoro desenhar o Bouken-Ni e ainda quero eu mesma vestir a (já elaborada e devidamente guardada na gaveta) camiseta "Eu sou Pseudo-Cult".

Por enquanto não dá pra compartilhar muitas ideias, mas, por enquanto, criei um email, para onde contatos mais próximos sobre a série podem ser tidos. Logo devo criar também uma conta no twitter para divulgação (um twitter do Pseudo-Cult, o que acham?).

boukennibr@gmail.com

Alias, devo dizer a vocês que só ainda não lancei a segunda (e terceira) edição da "Coluna do Pseudo-Cult" graças a algum receio que não tem nem muito sentido. Vai entender!

Até a próxima tira pessoal!

[Review] Agedum! Puella Magica! - Fanmade OST

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Olá a todos! Hoje vamos fazer um review pouco convencional para vocês e falar de um OST Fanmade Album de Mahou Shoujo Madoka Magica. Mais alguém aí não sabia da existência de albúns fanmade antes de Madoka Magica? Eu não sabia realmente, fico curiosa inclusive em saber se existem de outras séries (meu foco é Madoka, então. . .). Mas, deixando a ladainha introdutória de lado, vamos direto a este grande trabalho a nível profissional!

Agedum! Puella Magica! - Visual Work Station



Este cd, contendo 11 faixas de trilhas inspiradas diretamente pela OST de Yuki Kajiura, foi lançado na Comiket 80 (em agosto de 2011) e mescla diversos estilos musicais, desde o eletrônico até o rock. Vejam aí a lista das faixas:

1. Sis puella magica! (Chamber Version)
2. Salve, terrae magicae (Orchestra Version)
3. Dies irae
4. Solitarines , Delight and Despair
5. Going my way
6. Oktavia von Seckendorff - risoluto e mosso
7. CAGE OF TIME
8. Nocte of desperatio
9. AXIA
10. Rules of annular
11. Sis puella magica!

Visitando a página do grupo responsável pelo album, podemos ver que eles trabalharam em algumas outras produções cooperativas, abordando desde o próprio Madoka Magica até Ragnarok. Também participam de produções de livros de ilustrações compostos pelo fandom, o que me levou a crer que diversas das ilustrações que estão associadas ao albúm são de produção do próprio grupo. Realmente um trabalho completo.

Agora falando das músicas devo confessar a vocês que foi Agedum! que abriu meus olhos para um horizonte mais amplo dentro dos fanworks musicais. Sempre estive de olho em covers e versões instrumentais tocadas por fãs de séries, mas nunca tinha visto um trabalho tão bem executado ao COMPOR músicas inspiradas na OST de uma obra. Agedum! Não se restringe à fazer versões com algum incremento, literalmente compõe sobre os sons de Madoka Magica e apresenta um trabalho magnífico.

Não há como reclamar de amadorismo ao escutar Agedum!, pois a qualidade do áudio é impecável. Vou deixar vocês tirarem suas próprias conclusões, deixando aí embaixo vídeos com as duas faixas que merecem ainda mais destaque. Confiram aí:

10. Rules of Anullar



8. Nocte Of Desperatio

Esta música aqui sim, merece um destaque enorme! Eu já tinha ficado impressionada quando escutei pela primeira vez, imagine quando descobri que existia um PV (clipe) produzido pelo próprio grupo de autoria. Está é uma composição sobre a faixa "Pugna Cum Maga" presente no segundo albúm de OST da série e tem vocais! Sim, portanto peço que deixem um pouco o preconceito de lado e escutem essa bela composição:



Enfim, um belo trabalho que, de mim ganhou uma nota máxima! (Sou fã de Madoka Magica, então difícil ne. . .). E vocês, o que acharam desse fanwork ligeramente diferente do habitual? Já conheciam o mundinho das OST Fanmades? Tem alguma outra série com albúns desse estilo que gostariam de recomendar? Deixem suas opiniões nos comentários! Quanto a mim. . . prometo trazer mais dessas coisinhas incomuns em breve.

Mais informações sobre Agedum! Puella Magica! e sobre os fanworks do universo de Madoka Magica, acessem na wiki: Puella Wiki - Fanworks
E acessem a página do Visual Work Station AQUI

Até a próxima!



Bouken-Ni #24 - 4channer?

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Olá a todos! Mais uma tira do Bouken-Ni chegando aqui no blog. Sem enrolação, vamos ao tema, no mínimo, peculiar de hoje:



Tenho duas coisas a comentar: 

1) Realmente é melhor NEM SABER quais fóruns o Pseudo-Cult acessa;
2) Porque as garotas ficaram de fora da tira?! (A resposta desse é o fato de eu ainda seguir o limite de 4 quadros)

Então é isso, hoje não tenho muito a comentar nesse espaço. Essa semana adiantei várias tiras porque em novembro vou participar do Nanowrimo, então é difícil que atrase nas próximas semanas (que bom!). E, acreditem se quiser, eu estou já trabalhando em coisas pra 2013 (falta de tempo é isso aí)

Até a próxima!

[Reflexão] Nem todo fã é igual

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Olá a todos! O "fandom" é um tema ao qual sempre acabo voltando aqui no blog, seja com conteúdo direcionado a algum dos fandoms específicos nos quais estou envolvida (K-On!, Madoka Magica ou Shoujo-ai) ou para vir refletir (e criticar) o comportamento existente dentro dessa massa tão diversa dos fãs. Hoje vou abordar um ponto específico, uma análise (generalista, admito) que em grande parte cabe perfeitamente às duas situações propostas. Vou explicar:

Existem dois grandes grupos dentro do(s) fandom(s): os fãs ativos e os fãs passivos.

Mas antes que você comece a tentar comparar isto com alguma forma de yaoi vou explicar o que exatamente estou querendo dizer.

O Fã Passivo

Este é aquele que simplesmente consome o conteúdo. O máximo que se espera de um fã realmente passivo é que ele use alguns neurônios para formular frases como "A casa é bonita. O anime J.C.Staff é feio". Talvez eu seja um pouco grosseira analisando desta forma, mas opinião não é um fanwork. Manter um site ativo com artigos de opinião pode até ser considerado sim um fanwork (não do tipo que eu ache mais honeroso, mas isso é outro assunto), mas abrir as redes sociais para tecer comentários de elogio ou desprezo a séries não é de todo um trabalho de fã.

Este tipo aqui é, infelizmente o mais comum dentro dos fandoms brasileiros. Apenas compramos, apenas lemos, apenas baixamos, apenas assistimos. Não se cria nada a partir disto. Minha grande birra com este fandom é o fato de que, em grande parte das vezes, este não dá valor ao que é feito "do outro lado da história", que são os fãs que vou falar a seguir.

O Fã Ativo

Ilustrações, cosplay, doujinshi, fanfiction, game indie, AMV, MAD, manter fansite dedicado ao tema, manter fórum dedicado ao tema. . . todas essas coisas são fanwork. Em todos estes contextos alguma coisa está sendo produzida derivando-se de alguma coisa. Mesmo quem só posta fanarts feitos diretamente observando desenhos originais no Deviant está contribuindo de alguma forma para o seu nicho.

Acho que essa é a palavra que define o fã ativo: CONTRIBUIÇÃO. Pois, ao escrever um artigo elaborado (com pesquisas, análises e levantamento de dados sobre a obra), um fanfiction que explora a personalidade dos personagens ao limite, ilustrações inspiradas, ou compor músicas baseadas na OST, isso de alguma maneira contribui para o conhecimento daquele nicho específico.

Sim, o fã ativo trabalha normalmente para "o nicho do nicho" e não se importa por isto, porque afinal seu objetivo primário é tornar real aquela aspiração que sua leitura (ou seu ato de assistir a uma série) lhe causou.

Existe uma infinidades de graus em que os fãs ativos trabalham. Desde aqueles que fazem uma tirinha com uma série, até aqueles que mantém grandes wikis do assunto, ou CRIAM um novo nicho dentro do existente (o que é Touhou senão a máxima disto?).



É triste pensar que, na grande maioria das vezes, um fã deste tipo, aqui no Brasil, senão for trabalhar com scans, fansubs ou similares acaba tendo que trabalhar com a comunidade em inglês (porque a comunidade japonesa é mais difícil de alcançar pela dificuldade linguística, certo?). Não acredito que isso se deva ao fato de que existem poucos "fãs ativos" no nosso país e idioma, mas sim por outros fatores, como a falta de um veículo mais fácil destes se reunirem (um país com proporções como o nosso dificulta encontros físicos entre pessoas com os mesmos interesses) ou a própria auto-censura que muitos se aplicam de modo prematuro.

Vou explicar melhor. Muitos fãs de mangá/anime (até eu e você, provavelmente) começaram a desbravar este mundo e logo quiseram fazer seus próprios desenhos, seus "dragon ball" seus "narutos", quem sabe até depois criar seus próprios heróis. Mas logo muitos desistem (falando literalmente) pelo fato de acreditar que jamais desenharão tão bem quanto o seu autor favorito, ou que não vale a pena, pois ninguém vai olhar seus trabalhos mesmo.

Abrindo um parêntese, dá pra comparar bem com o que acontece na literatura, onde muitos daqueles que acabam se tornando CRÍTICOS são na verdade escritores que decidiram que era trabalhoso demais escrever e ficaram acomodados apenas analisando o trabalho dos outros como grandes entendedores. Acredito que este fenômeno seja o mesmo dentro do mundo do mangá/anime.

Então, aqueles que "resistem à corrente" e continuam persistindo em seus fanworks são realmente poucos, e muitas vezes são os que ambicionam se profissionalizar pra valer no futuro, dentro destas áreas. Muitos diriam que são os mais teimosos ou iludidos. Bom, a minha opinião não nada imparcial sobre isto, então melhor ir para o próximo ponto.

Precisamos valorizar os "trabalhos de fã". Sim, este é o ponto-chave que me faz escrever este texto. Não que devamos valorizar um fanfiction lemon de naruto, até porque nem em 50 tons diferentes isso teria qualquer valor a não ser o entretenimento futil de um grupo. Mas estou dizendo que não deveríamos manter os olhos fechados para os que realmente tentam algo um pouco mais elaborado.

Não deveríamos nos privar de fazer algo assim só pelo fato de achar que "não vale a pena", "não vou ser colocado um pedestal pelo meu esforço" e outras coisas similares. (Talvez vocês saibam que o livrinho que anda fazendo sucesso, chamado "50 Tons de Cinza" começou como um fanfiction da série Twilight. Um bom exemplo, desconsiderando a qualidade das obras em si).

Afinal, mais vale um fanzineiro fazendo fanzines de alta qualidade do que um fanzineiro se achando super profissional e querendo "acontecer" quando ainda deveria estar ali treinando com uns doujins pra entender como se faz mangá.

A última coisa que eu gostaria de deixar nesta reflexão é: Fanwork, não é sinônimo de trabalho mal feito. Pensem nisto.

Até a próxima!

PS: Se você acha que esse foi um texto muito de uma garotinha amante das produções indies que se acha muito marota por fazer parte dos fãs ativos. . . Bom, não vou negar. Bjs.

[Análise] Porque o filme de K-On!! não foi tão bom assim?

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Olá pessoal! Hoje trago a vocês uma análise sobre um acontecimento pessoal meu como fã que me fez levantar uma série de pensamentos analíticos que gostaria de compartilhar com vocês:

Por que, afinal, eu não gostei tanto assim do filme de Keion?

Esta postagem irá conter spoiler, pois vou fazer uma análise de alguns detalhes da narrativa do filme em questão, por tanto estejam avisados. (E quem não gosta de K-On! pode ir se despedindo também.... tchau!)

 Porque o filme de K-On!! não foi tão bom assim?



Já li algumas opiniões sobre o filme, as principais nos dois blogs parceiros, Gyabbo e Anikenkai. São bons textos para ter uma ideia geral da qualidade da obra, que é totalmente original (sem referências no mangá de onde vem a série de TV). 

Acredito que quem procura informações estes dois textos bastam. Aqui não vou repetir informações técnicas ou de "vale a pena ver" ou não. Vou entrar em detalhes, em minúcias. Afinal a questão toda aqui é que eu, que sou uma fangirl assumida da série de K-On!, do mangá, das antologias, das músicas e o que mais for, não consegui me agradar de todo do filme. E isso teve um motivo que eu demorei bastante a entender.

"Ah, Mazaki, você só não gostou porque viu o filme quando tava de TPM, admita!"

Bem que eu queria que isso fosse verdade. Afinal eu sou uma pessoa que já comprou 3 instrumentos musicais e escreveu por mais de 2 meses um total superior a 160 folhas de fanfictions por causa de K-On. Eu estava simplesmente com uma alta expectativa por este filme! Eu poderia ser capaz de gostar de qualquer coisa que viesse da KyoAni e, de fato, gostei.

Mas ainda assim tinha algo errado.

Muita cafeína no cérebro em um final de tarde acabou me levando a finalmente entender que não foi uma questão de birra minha. Existia sim um bom motivo e ele pode ser resumido em:

Eu esperava que o filme de K-On! fosse um bom filme.

"Mazaki, como sempre você não fez qualquer sentido!!!"

Eu já explico. Relaxa.

Entendendo a falha narrativa do filme de K-On!


Vamos começar do mais óbvio: K-On! The Movie é. . . um filme! (eu disse quer era óbvio) e, através dos trailers e imagens promocionais este filme passou a ideia de que falaria sobre a viagem das garotas da Houkago Tea Time à Londres. 

Um filme sobre uma viagem, ok.

O começo é um pouco demorado, mas não há de se estranhar isso em K-On! É o estilo da série, é como um slice-of-life deve parecer, mesmo no cinema. Junto com a introdução da viagem somos também apresentado ao outro (e traiçoeiro) segundo ponto de desenvolvimento da narrativa do filme: a composição da música que veio a ser Tenshi ni Fureta Yo.

Ok, a viagem inicia e todos nos sentimos finalmente embarcando numa experiência cinematográfica de entretenimento descompromissado. Algo como ir assistir Avengers e aleatoriamente começar uma sequência de porradaria entre os heróis que depois vão se ajudar. É nesse momento que o público pensa "é por isso que vim ao cinema!"  e entra de vez na brincadeira.

A viagem vai se desenvolvendo com todas as pequenas e divertidas bobagens das garotas, tudo em paralelo com os questionamentos de Yui sobre o presente para sua "koneko-chan". Alias, estes questionamentos renderam os momentos mais hilários e yuri-feelings do filme, um presente generoso para os fãs mais adoradores de K-On!, diga-se de passagem. 

Temos aqui durante a viagem também outra escolha no roteiro que impulsiona o clima cinematográfico da obra - o foco em Yui e Asuza. Esta é realmente uma minúcia, mas compare esta parte do filme com todas as passagens do anime e será fácil notar que K-On! procura sempre desenvolver bem as personagens num geral (ainda que na primeira temporada neglicenciasse um bocado a nossa tecladista favorita, Mugi-chan).

As coisas vão se passando ainda no clima bem cotidiano. Mesmo num país distante as coisas continuam acontecendo de maneira divertida e hiper-sortuda para nossas personagens. Afinal, ninguém quer ver um drama, mesmo estando no cinema.  (Pensem nisso, poderiam haver suicídios de fãs! Eu mesma poderia não estar escrevendo este texto agora!)

Brincadeiras à parte, o tão conveniente show em um pequeno festival que a banda consegue de última hora é um presente que já vai mostrando ao expectador, junto com o pôr-do-sol que logo sobrevêm no parque onde se realizava tal evento, que estávamos nos aproximando do fim daquela aventura internacional. Sim, logo a HTT voltaria a seu mundinho ainda sendo as mesmas pessoas felizes de sempre, mas todos ficariam felizes e com um sentimento de satisfação enorme pela experiência.

E é isso. Fim do filme. Ou assim deveria ter sido. Ou assim eu esperava que tivesse sido!!

Só que não foi isso o que aconteceu. Elas voltaram ao Japão, o tempo foi passando, as cenas foram se estendendo. Sim, ainda era preciso desenvolver a história de Tenshi ni Fureta Yo.

Só que, a esta altura, eu já estava mesmo acreditando que estava vendo um filme e aquela total quebra de "característica cinematográfica" me aturdiu por completo. Parecia que o filme tinha se encerrado e estávamos agora vendo a novos episódios da série de TV de K-On!, ainda que a qualidade de animação conseguisse ser estupidamente ainda melhor do que a referida série.

E isso é ruim? Será que esse desenvolvimento do último terço do filme foi ruim? De jeito nenhum! Só que esse "arco" quebrou por completo da minha percepção do filme.

Me peguei mais de uma vez pensando "por que os créditos ainda não subiram?" e não porque estivesse ruim (tá, eu achei que não precisava repetir a cena de Tenshi ni Fureta Yo mesmo), mas estava errado para um filme!

Eu confesso que sou uma pseudo-cult adoradora de estruturas narrativas, termos de jornada do herói, termos de roteirismo e quaisquer dessas coisas que boa parte do público comum nem sabe que existe, mas eu não estava tentando ver as coisas desse modo quando assisti ao filme. Tanto é que só entendi realmente os motivos da minha reação meses depois.

Será que fui uma das raríssimas exceções dentro dos fãs que apenas deliraram, ou meramente acharam um bom fechamento (espero que permanente) para a lucrativa franquia? Provavelmente sim, mas acho válido expor que mesmo opiniões positivas podem ter ressalvas inesperadas.

Conclusão



Eu gostei do filme de K-On! Não tanto quanto achei que gostaria, mas sim, eu me diverti muito assistindo e ainda preciso rever "de novo, de novo" para poder apreciar em mais detalhes todas as gracinhas das personagens individualmente (apesar desse anime ser muito Yui-Asuza, ainda tenho que absorver todas as nuances da querida Mugi-chan!!!). Como "fechamento" para uma franquia de tanta repercussão foi perfeito. Como a coroação final de um vencedor de ponta a ponta do campeonato foi excepcional (momento de comparações estranhas).

MAS, como filme, K-On!! teve sim suas falhas. Não há como saber se seria ainda melhor se tivesse tido uma estrutura de filme por completo, apenas pode-se conjecturar à respeito. Não sou do tipo que prefere gostar de uma obra apenas pelo lado bom, nem mesmo quando sou fangirl.

Acontece, erros pequenos não estragam uma franquia. Só nunca inventem de fazer a terceira temporada, KyoAni.



Os talentos brasileiros que o público ainda não conhece

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Nos últimos anos temos visto na mídia mais popular dos quadrinhos um movimento constante de quadrinistas brasileiros publicando (ou se auto-publicando) os chamados mangás brasileiros. Essa aparente expansão se dá bastante pelo modismos que obras "estilo mangá" tem tido graças ao quadrinho "Turma da Mônica Jovem" da Maurício de Souza Produções. Agora temos Ledd, Ação Magazine, e diversos anúncios da editora NewPop. Claro que todos estes títulos são merecedores de créditos por conseguirem espaço dentro do grande público de quadrinhos, mas eles não são, nem de longe, os únicos grandes talentos que temos nesse nicho do mangá brasileiro.


Com a primeira edição lançada em Abril de 2012 e contando atualmente com 7 volumes e mais de uma dezena de séries (mais one-shots) a revista eletrônica Nanquim Digital vem abrindo espaço para novos talentos e outros já mais experiente no mercado independente de publicações. Séries de todos os calibres estão ali sendo publicadas e vou falar uma verdade para vocês: muitas obras de grande valor estão nas páginas (por enquanto apenas virtuais) da RND.

O público normalmente observa com certa descrença publicações em formato apenas eletrônico, como se isso fosse algum sinônimo de amadorismo e erros absurdos. Porém a "Nanquim Digital" se preocupa e muito com a qualidade em todos os sentidos. Uma prova simples disso foi a errata que esteve presente na edição 7 da revista, onde se fazia uma observação do uso incorreto de uma palavra em um dos mangás e também avisando que o mesmo já havia sido corrigido nos primeiros capítulos do mesmo (eis uma vantagem do formato digital, fazer uma correção e nova disponibilização ao público é bem mais econômico).



Não é sem motivos que o vencedor do concurso "Seja o Novo" promovido pela Ação Magazine foi um autor que publica na RND: Pré, de Max Andrade (PAAF) foi o vencedor (e alias, foi o estopim deste meu texto). O Max não é um novo talento surgido do nada, Tools Challenger vem sendo publicado na Nanquim Digital desde seu começo e no blog do próprio Max (ACESSE AQUI) podemos ver uma lista generosa de obras que ele vem concluindo nos últimos anos.

A grande questão aqui é que o público geral de quadrinhos aqui no Brasil não conhece muitos dos seus novos autores mais talentosos. Outro exemplo marcante foi o caso de "Over the Rainbow"



Segundo colocado do 5º Morning International Comics Competion, Manguinha foi muito parabenizado dentro do círculo dos que estão mais atentos ao mercado indie brasileiro, porém, mesmo com a leitura estando disponível na web, não houve uma repercussão dentre os sites especializados como aconteceu em outras ocasiões.

Parece que o público brasileiro ainda não enxerga muito obras que não estejam em formato impresso (acredito que Ledd seja a obra que mais está conseguindo atacar este preconceito) e isto acaba por não dar a oportunidade de reconhecimento que diversos novos talentos mereceriam.

Afinal, se Tunado, da Ação Magazine, mereceu citações, resenhas e premiações brasileiras e Over The Rainbow não?

Claro que isto não é "culpa" do público. O fato é que os autores não sabem se divulgar fora do pequeno nicho envolvido em quadrinhos independentes. Apenas a pequenina parcela de público que realmente "vai atrás" de novo conteúdo que acaba esbarrando mais cedo ou mais tarde nessas obras de qualidade surpreendente. Talvez o papel mais importante que a Ação Magazine possa vir a ter seja o de criar algum canal em que seja mais fácil esse público possa chegar aos autores. Mas isso só é passível de crer em algum futuro ainda afastado, se a publicação melhorar em diversos sentidos. Não vamos discutir isto aqui.

Finalizando

Pra fechar a postagem vou deixar a imagem de um mangá que estreou na Revista Nanquim Digital na sétima edição. Uma obra que, aparentemente, já vem sendo espalhada pela web a bastante tempo, havendo inclusive muitos scans em inglês dela. Trata-se de Nova Ventura, de Ivan Lennon. Devo dizer que fiquei, para dizer o mínimo, de queixo caído ao ler rapidamente o primeiro capítulo de Nova Ventura, na RND. Cenários, composição, aplicação de efeitos e o traço..... Sem falar em um clima de aventura digno das sensações shonnen da Jump (de onde o autor não esconde ter muita influência).



Eu me pergunto e pergunto a vocês: porque o nosso novo mercado de mangás nacionais não tem essa imagem como um dos destaques para o público geral de quadrinhos?

Vem aí o ClampDay R2!

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Em 2012 o grupo Clamp, responsável por diversos dos mangás que marcam a memória de grande dos fãs de anime e mangá, completou 25 anos. Surgiu a idéia, entre os que tem blogs e sites relacionados à anime e mangá, de homenagear este grupo com uma data: foi o ClampDay que aconteceu em 21 de maio de 2012.
  
Porém, infelizmente, daquela vez a repercussão das homenagens acabou sendo menor do que o esperado. Mas isso não foi motivo de apenas tristeza, pois fãs são pessoas dedicadas e assim surgiu o projeto ClampDay-R2: mais uma ocasião para reunir pessoas para prestar suas devidas homenagem a essas mangakás que vem encantando nossos corações a tanto tempo.
  
Afinal, o que é TÃO INCRÍVEL quanto o CLAMP merece ser homenageado duas vezes!
  
E dessa vez fomos mais longe! Não apenas blogueiros estão convidados a participar. TODOS podem, e devem, prestar sua contribuição neste "festival virtual" para o Clamp! Fanarts, vídeos, áudios, malabarismos e até cosplays de Mokona são muito bem-vindos no ClampDay R2! Ainda há tempo, então prepare você também sua homenagem!


  
E sabem o mais interessante ainda? Dessa vez serão DOIS DIAS de comemorações! Mais tempo para postar e compartilhar os resultados desse movimento e tudo isso em um fim de semana, onde todos poderão apreciar os trabalhos com tempo!
  
O que estão esperando? Venham participar do ClampDay R2vocês também! Olha aí as datas!
  
10 e 11 de Novembro de 2012
  
Não precisa se inscrever, ou entrar em alguma lista. Basta PARTICIPAR! (e mandar algum link com sua participação pra podermos compartilhar com o pessoal todo). Para mais informações vocês pode acessar a página oficial da homenagem no facebook.
  
  
Aqui no Mundo Mazaki não faltarão homenagens, por tanto, fiquem de olho no que estamos aprontando! Eu já estou preparando minha touquinha de Black Mokona! (Isso é tão coisa de otaku padrão ne? Desculpem!)
  
Até sábado, pessoal, no lançamento do CLAMPDAY R2!



Texto do organizador do ClampDay R2, Raphael Soma, no blog nbm² - http://nobumami.blogspot.com.br/2012/05/quer-participar-do-clamp-day-r2-saiba.html

Também tem a chamada à data no Netoin! - http://netoi.blogspot.com.br/2012/11/vem-ai-o-clamp-day-r2.html


#ClampDayR2 - Anisong Side

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Olá a todos! Chegando para fazer a minha contribuição para a versão melhorada e expandida da homenagem conjunta ao grupo Clamp, o #ClampDayR2! Eu já disse antes, mas vale lembrar que todas as informações atualizadas das participações estão na página do Facebook do projeto.


Aproveite a ocasião para retomar um estilo de postagem que adoro: a de playlist! Já faziam quase 3 anos que eu não trazia algo assim ao blog, mas agora estou feliz da vida por ter tomado coragem para isto. O Anisong Side está de volta em grande estilo!

(Vou confessar para vocês que eu também faço essas postagens para ter o que escutar quando estou longe do meu computador, por exemplo no escritório, e quero algo bacana e já pré-selecionado)

Foi difícil, mas selecionei 5 músicas dentre todas as inúmeras trilhas marcantes que acompanham obras Clamp. Eis a lista:

1 - Oh Yeah! - Clamp in Wonderland 2
2 - 19 sai - xxxHolic OP 1
3 - Let Me Be With You (New Step Remix) - Chobits OP
4 - All You Need is Love - Magic Knight Rayearth OVA
5 - Kaze no Machi he - Tsubasa Reservoir Chronicles Insert Song
6 - Kagerou - xxxHolic ED 2

Só dar play e escutar essas belas canções!




E também, aos que não conferiram anteriormente, tem a participação do Bouken-Ni no ClampDay! Leiam!

Bouken-Ni Especial : ClampDay

Bouken-Ni #25: Inspirações

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Estamos de volta! Após um hiato onde boa parte da culpa foi apenas minha, por não gostar muito da minha caneta nanquim, estamos de volta com o Bouken-Ni!!! Eu já estava com saudades, espero que alguns de vocês, queridos malucos que acompanham essas tiras, também!




Pois é, eu até gosto de assistir ao anime de Bakuman, mas quando alguém fala da série como inspiração. . .  Aiai. (Ah, a diagramadora, Se-chan, disse que o No-Name do quadro 3 podia ser usado até de avatar, eu concordei totalmente!)

ENFIM, como eu disse antes, temos muitas novidades, ou nem tantas, já que eu vou ir falando aos poucos para vocês do que estou já aqui preparando para o futuro do Bouken-Ni.

A primeira coisa, é que estou dando alguns passos rumo ao logo final da série. Graças à uma ajuda da @josikm eu estou finalmente encontrando o caminho certo. Essa é uma batalha que estou travando desde o final do ano passado, sinceramente parece um verdadeiro battle shonnen, de tantas reviravoltas rumo à versão definitiva. Olhem aí como tá ficando.

Ainda falta colocar o slogan!

E, o outro GRANDE acontecimento foi a primeira participação fora-série do Pseudo-Cult! Sim, nas web-tiras chamadas Redo Ringo, do camarada Augusto, onde o personagem mais metido do Bouken-Ni faz sua aparição como..... um galã a ser admirado?! Oh meu deus! Confiram isto!


Edit: Saiu mais uma das tiras que vai ter o Pseudo-Cult em Redo Ringo! Preciso linkar!


Olhem aí como ficou o nosso Pseudo-san no traço de Redo Ringo! Estou apaixonada!!
Bom, por enquanto é isso. Confesso que preciso urgente de um scanner. Tenho postado vários fanarts do Bouken-Ni através de fotos, mas a qualidade não é boa para trazer ao blog. Me desejem sorte! 

Bouken-Ni #26: Critério Old-School

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Olá pessoal! Voltou direito dentro do prazo com mais um Bouken-Ni! Não é inacreditável? Pois é.

Hoje tenho uma pequena historinha para contar, mas antes disso vamos à tira. Alias, esta daqui foi uma sugestão do @Moura_96, pelo twitter, demorou a ser publicada, mas tá aí!



Eu sempre digo que gosto bastante do No-Name, apesar de ele não fazer muito sucesso com os leitores. Deve ser o visual bizarro!

Enfim, a história que eu queria contar pra vocês não tem nada demais, mas como o BN também é espaço para minhas aventuras com esta pequena série, tá valendo. Acontece que, quando comecei a publicação das tiras, lá em janeiro, eu tinha uma visão bem mais pessimista das coisas, então disse a mim mesma:

"Mesmo que esse negócio dê errado, vou fazer pelo menos uma 'temporada' de 26 tiras!"

E, vejam só, chegamos ao tal número 26 e este ainda não é o fim do Bouken-Ni. Na verdade, com o passar do tempo, com as melhoras técnicas minhas e da arte final, com o que fui aprendendo e, principalmente, pelo simples fato de ter insistido, o projeto do Bouken-Ni só foi crescendo. Agora, ao invés de estar me despedindo, chego ao tal número redondo de 26 tiras apenas cheia de ansiedade para o que virá à seguir.

Sinceramente, neste momento em que publico, não sei se as tiras no formato atual se manterão muito mais, mas isso só significa que talvez eu amplie as coisas, traga bem mais conteúdo para vocês.

E é isso! Chega de tanta conversa. Antes de me despedir só queria confessar que fico envergonhada com esse meu defeito de nunca responder aos comentários. Sintam-se à vontade para me xingar por tal e até cobrar, porque eu tenho consciência de que fico em dívida com quem tem o trabalho de expor seus pensamentos.

Obrigada a todos pela leitura e até breve com, talvez, mais histórias malucas para encher a postagem!

Bouken-Ni #27: Falar do meu anime, não!

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Olá a todos! Voltei após uma confusão fenomenal que girou minha vida em 360 graus de uma só vez!

Sim, eu quis dizer que deu uma volta completa e voltou ao mesmo ponto, leitores cheios de nerdices, vocês não sabem como se fica tonto com uma girada dessas. 

Mas, chega de conversa fiada, vamos à tira da semana!



Sempre assim ne? Aqueles que adoram falar do que não gostam e acham que os outros são obrigados a escutar não gostam quando chegam a vez deles de ouvir uma opinião contrária.

Essa é a essência do personagem Mimimi!

Pessoal, aproveitando o espaço gostaria de compartilhar com vocês os desafios que tenho tido ao produzir o spin-off do BN, chamado "Bouken-Ni Zero" que nada mais é do que uma história maior e em moldes mais tradicionais de quadrinhos com esses otakinhos que vocês já conhecem pelas tiras.

Quem acompanha meu trabalho em outros sites nos quais coopero sabe que estou envolvida em um projeto de mangá para o blog Kono-ai-Setsu. Estou encarando o Bouken-Ni Zero como a oportunidade de aprender o básico para produzir esta outra obra que, com certeza, exige uma qualidade maior técnica do que este gag que trago para vocês sempre.

Chega de blablabla ne? Vou deixar pra vocês uma foto que tirei com meu celular, da versão não finalizada da segunda página do Bouken-Ni Zero. Se quiserem deixar críticas desde já, eu agradeceria. Sei que meu trabalho não será tão tecnicamente bom, mas estou me divertindo muito fazendo isto ^^

90% das fotos que tiro com o celular ficam tremidas!!!!


Até semana que vem! (Eu juro que vou responder os comentários da postagem passada e dessa!!!!!)

Bouken-Ni #28: Hetalia

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Olá a todos! Estou de volta nas tirinhas semanais que sempre saem de duas em duas semanas! Desculpem por isto, mas a correria de final de ano atrapalhou a diagramadora a fazer a edição. Pode acontecer ne, mas isso não vai impedir o Bouken-Ni de continuar avançando até às estrelas!

Enfim, última tirinha a ser publicada no ano de 2012, o que significa que faz quase 1 ano desde que o BN começou. Nada de especial, mas espero em 2013 trazer novidades bem mais emocionantes do que esta.

E porque não finalizar o ano com uma tira sobre um mangá/anime que sofre tanto preconceito (desnecessário) dos "otakus mais comuns"? Vamos lá!



Pseudo-Cult.... você já não tem uma fama tão boa e ainda fica gostando dessas coisas de fujoshi.... sinceramente....

Pois é, apesar de Hetalia ser na verdade uma comédia muito divertida ela sofre esse preconceito, graças ao amor que o público de yaoi tem por ele. Vai entender ne, pelo menos acho que o Mimimi conseguiu representar a estranheza comum que acontece.

E. . .  é isso! Espero que todos os que acompanham (ou quem sabe acabaram tropeçando por aqui) o Bouken-Ni tenham uma virada de ano divertida e cheia de esperanças para o próximo ano. Eu espero poder ver uma estrela cadente para poder fazer um pedido sincero, tipo: 

"Estrela cadente, faça com que meus desenhos fiquem um pouco menos horríveis..... só um pouco já era bom sabe".

Que venha 2013!

Bouken-Ni Zero, no Blog do NUPO

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Oi pessoal! O Mundo Mazaki esteve um tanto parado neste começo de ano, não acham? Mesmo as tirinhas (mal feitas por sinal) do Bouken-Ni não aparecem desde a edição 28. Estou aqui hoje para dizer a vocês que tudo isso teve um bom motivo! Na verdade um ótimo motivo. A publicação do Bouken-Ni Zero, no recém-inaugurado Blog do NUPO.

NUPO? Mas o que é isso Mazaki?

Não comentei aqui no blog sobre ele, simplesmente pela falta de tempo somada ao fato de que acredito que alguns leitores mais assíduos do blog me acompanhem por outros meios, como o twitter, onde expliquei e divulguei esta novidade. 

Resumindo de modo BEM direto: o NUPO é uma união de autores (sejam ilustradores, escritores ou quadrinistas) para juntos publicarem seus trabalhos e assim conseguir duas coisas: divulgação e experiência.

Agora vamos ao prato principal.....

Bouken-Ni Zero, o primeiro one-shot do BN

Um dos comentários mais comuns que recebi nas tiras do Bouken-Ni durante este primeiro ano de publicação foi um sonoro desejo de que eu fizesse histórias maiores.

Pra falar a verdade eu só adotei o formato yonkoma (4-panel) por limitações de tempo e qualidade. Hoje em dia gosto bastante de fazer mini-histórias nesse formato, que força o autor a conseguir dizer muito com 2 pares de quadros (literalmente), mas também sempre ansiei por tentar algo com mais espaço.

Por isso vi na iniciativa NUPO a chance de arriscar.

Então, saíram pelo blog do NUPO o primeiro one-shot oficial do BN, chamado "Bouken-Ni Zero" que conta como começou a amizade (no mundo físico, não virtual) dos personagens das tiras. Peço a todos os que já leram alguma das tiras e gostaram, que dêem uma chance para minha primeira tentativa de história longa (desde os tempos que fazia tudo de bic, em páginas de caderno ^^'). Olha o link aí:




PS: Ainda não é certeza, mas talvez esse one-shot traga ainda mais novidades sobre o BN. Critiquem e comentem, preciso da opinião sincera (mesmo que dolorosa!) de vocês ;D

Até breve!

Corrente de Reviews 2013: Tengen Toppa Gurren Lagann

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Olá a todos! O blog Mundo Mazaki está de volta a ativa para sua participação na Corrente de Reviews 2013, organizada mais uma vez pelo blog Anikenkai (para todas as informações sobre este evento que reúne mais de 40 blogs na sua segunda edição, CLIQUE AQUI).

Ano passado me foi passado o mangá Solanin para review, o que foi uma experiência muito agradável. Este ano o blog Raiburari (leia o review e indicação do blog AQUI) me propôs um “desafio” ao indicar Tengen Toppa Gurren Lagann para o review. Realmente existe um quê de desafio nessa proposta, pois eu nunca expressei um gosto muito grande por animes com uma pegada mais shonen, com muita porradaria e ação.

Bom, sem mais delongas, vamos às informações e opiniões sobre esta obra.

Tengen Toppa Gurren Lagann – Um anime ou dois?

 

 


Gurren Lagann, ou TTGL, é um anime original da Gainax, lançado no ano de 2007. Uma obra que mescla a comédia com uma ação frenética com mechas. São 27 episódios que se dividem em dois grandes arcos (algo que irá ser destacado muito por esta resenha), não necessariamente dividindo o anime em partes iguais, visto que o segundo arco se inicia no episódio 17.

Personagens icônicos, sejam humanos ou gamens (os mechas da série), e cores muito vibrantes são marcas da obra. Em momento de comédia mais frenética também é possível notar um desenho rabiscado das expressões dos personagens, tudo proposital para destacar essa veia caricata da série.

Falando brevemente com uma pessoa que aprecia muito outras obras mais voltadas à comédia do estúdio Gainax (Furi-Kuri e, em especial, Panty & Stocking w/ Garterbelt), TTGL (pelo menos o primeiro arco da série) tem muito dos elementos que vemos em outras obras da empresa (as mesmas referidas antes), seja no exagero de algumas situações ou mesmo reações dos personagens, como nas cores e estilo presente em sequências de ação da série. Particularmente, um ponto muito positivo.

Plot

 

 


Em um futuro aparentemente distante a humanidade é obrigada a viver em vilas escondidas no subterrâneo. Simon e Kamina são amigos e vivem na mesma vila sem sequer ter ideia de como é no lugar acima da suas cabeças. Kamina é um típico rebelde que pretende ir conhecer a superfície, mesmo que o líder da sua vila diga que não há nada para se ver. Um acontecimento inesperado, a queda de uma criatura enorme e estranha na vila, junto com o outro estranho “ser” achado de Simon ao fazer suas escavações (e instintivamente utilizado por este para combater o “monstro” que atacara a vila), isso ainda complementado pela aparição de uma bela atiradora, Yoko, resulta na enfim ida do rebelde (e também do garoto Simon) para a misteriosa superfície.

Porém logo eles descobrem que as coisas não são muito felizes na superfície. Descobrem que o monstro que haviam enfrentado tratava-se de um Ganmen, um robô controlado por uma raça diferente da humana, os homem-fera, que só tinham um objetivo: exterminar toda a humanidade que pisasse na superfície.

Logo Kamina também consegue um Ganmen e decide enfrentar diretamente os homem-fera até livrar a humanidade da ameaça daquelas criaturas.

Personagens




A quantidade de personagens que vão integrando o grupo dos heróis no decorrer da trama é grande. Alguns deles ganham tanto destaque que chegam a ofuscar personagens mais antigos e, teoricamente, mais importantes para a trama (o que é uma das críticas que já vi ser feita à série, referindo-se especificamente à Yoko e Nia).

Simon– Protagonista da série, é um garoto mais calado e de pouca iniciativa. A única coisa que gosta de fazer é escavar em silêncio. Mostra-se muito dependente de Kamina durante todo o primeiro ato do arco um, o que muitas vezes acabo o fazendo parecer um coadjuvante nos grandes feitos daquele que considera um irmão e exemplo. Devido aos acontecimentos inesperados da história Simon é obrigado a superar sua dependência e aprender por ele mesmo o que é batalhar e liderar.



Kamina– personagem mais icônico e carismático da série. Um rebelde que não vê limites para suas ambições. Um sonhador que luta com toda sua garra para superar todos os inimigos que surgem no seu caminho. Parece muitas vezes ser um inconsequente para as outras pessoas, mas a verdade é que é uma pessoa muito determinada e focada nos seus objetivos. Ele rouba completamente a cena durante todo o primeiro ato da série, sendo visto muito mais como o herói da trama do que Simon (o que faz a mim pensar se não foi este um dos motivos da trama ter tomado o rumo que tomou).



Yoko– uma atiradora de um grupo de rebeldes que vive na superfície enfrentando os Gamen com os poucos recursos que possuem. Longe de ser uma donzela em perigo, ela muitas vezes dá auxílio nas batalhas dos monstruosos gamens, mesmo que apenas utilizando seu rifle movido à eletricidade. Chega a pilotar uma vez junto à Simon, mas não se destaca muito nessa modalidade de combate.



Nia– filha do Rei Espiral, líder dos homens-fera, é encontrada por Simon enquanto repousava em uma espécie de sono eterno. Ela tem suas verdades jogadas por terra quando descobre as verdadeiras intenções de seu pai ao ter selado-a. Torna-se aliada da Brigada Gurren contra os homens-fera e também o interesse amoroso de Simon.

Viral– um homem-fera que se torna grande rival de Kamina nas batalhas. Após suas consecutivas falhas em derrotar as forças humanas, ele é “condenado” a ter um corpo imortal, o que o torna porta-voz de todos os acontecimentos na luta da humanidade contra os homens-fera, mesmo muito tempo depois dos acontecidos.

Roshiu– humano que vivia em uma pequena vila subterrânea, mantida por um líder que ludibriava o povo com falsas crenças para que estes vivessem conformados naquelas condições. Acaba se tornando um aliado da Brigada Gurren na sua batalha, inclusive pilotando junto com Simon o combinado de Ganmens chamado de Gurren-Lagann. No segundo arco, com a mudança total de valores e foco da trama, sua participação no enredo também sofre uma mudança drástica.

Análises

Contraversão ao gênero mecha

 

 

TTGL é sem dúvida um anime de mecha muito diferente do habitual. Quando em séries tradicionais como as de Gundan estamos acostumados a lidar com tramas políticas e sociais complexas, em TTGL tudo é muito simples e direto. A trama é construída de modo quase “tosco” e tudo gira em torno de “bater nos inimigos e vencer”. Isso não é de modo algum um defeito, mas sim uma singularidade que dá uma cara toda particular para a série. O tempo inteiro TTGL está dizendo ao público que não é preciso de uma história “séria e chata” para que batalhas alucinantes entre robôs gigantes sejam ótimas. Uma tentativa de quebra de valores que se estende por todos os níveis da trama.

Quem é mais importante?


Em vários momentos, ao meu ver, parece que a série vai se “construindo para frente”, ou seja, vai se desenvolvendo sem ter sido planejada com antecedência, o que leva a vários desvios do que pareceria ser a linha principal de desenvolvimento. Falo isso mais com referência aos personagens onde, mais de uma vez, um personagem acaba tomando todo o espaço que a princípio deveria ser de outro.

Analisando posteriormente é possível chegar à conclusão de que esses desvios todos são propositais. Estamos falando da Gainax, e as séries que citei anteriormente (a repetir: Furi Kuri e Panty & Stocking) não são exemplos de construção linear. A impressão que fica é que toda essa “bagunça” é proposital e premeditada.

Uma pena para Yoko, personagem tão carismática que perde sua relevância e espaço na série para não mais o recuperar.



O que brilha na série?


A relação entre os personagens centrais, na primeira metade do arco um, é, no meu ver pessoal, a parte mais brilhante da série. Personalidades muito características e relações que o expectador compreende e interpreta com naturalidade. E mesmo com a saída de cena de Kamina, essa qualidade ainda se mantém por um período, onde Simon se torna um personagem digno de ser chamado de herói.

O visual e estilo presentes em toda a série também são um ponto positivo que se destaca.

Nem tudo são flores.


Como foi dito pelo pessoal que me indicou Gurren Lagann na corrente, esta é uma série que desperta ou um amor imenso ou uma repulsa enorme. Interpreto isso como o exato motivo de eu, infelizmente, dizer que a série foi desapontante. E digo com sinceridade que é um pesar chegar a esta conclusão.

Tudo por causa de um “sete anos depois”.


Extrapolando o extrapolado, ou, "mechas jogando galáxias, literalmente, uns nos outros"


O segundo arco de TTGL é tão díspar com a trama anterior que você chega a se perguntar se é a mesma série, se não mudaram de roteirista, diretor, estúdio, universo. Uma comparação muito boa que me falaram quando comentei sobre este fenômeno foi: “fica parecendo um fanfic”.

Estranho? Analisando as mudanças drásticas não só no cenário, como no tipo de enredo como até em características de alguns personagens (estou olhando para vocês, Roshiu e Viral) fazem parecer que aquela continuação nem é oficial. Ainda que o título da série venha de um elemento que só surge no final deste segundo arco, o Tengen Toppa Gurren Lagann, o abismo de enredo entre um arco e outro é gigantesco.

No segundo arco temos um escalonamento de forças muito rápido e exagerado. Sinceramente cheguei a rir da batalha final, onde os mechas andavam sobre galáxias (não peçam explicações disso) e chegavam a arremessar as mesmas uns contra os outros.

Além disso a trama quer parecer séria e catastrófica nesse segundo arco. Enquanto no primeiro, ainda que tivéssemos uma luta pela sobrevivência isso não diminuía o tom de “deboche” presente em cada batalha, no segundo arco os seres anti-espirais são vilões terríveis que levam sofrimento enorme aos personagens, especialmente o protagonista Simon.

Talvez este segundo arco não seja assim tão mal estruturado, se for observado individualmente, porém tenho que confessar uma coisa: essa disparidade foi tamanha que meu interesse pelo enredo foi anulado durante toda essa trama.


Conclusões


Aos fãs de ação desenfreada, TTGL é uma pedida excelente. Batalhas são sempre o ponto alto dos episódios, não importa o momento da série. Mechas curiosos e alguns até bem estranhos no visual estão presentes só para quebrar o clima mais tenso do combate (como se os diálogos e situações já não fossem o bastante). Uma obra que se pode consumir só por toda a adrenalina presente no enredo. Uma trama de ação nada convencional, tocada em muitas partes por uma comédia de alto nível.

Porém, em termos de avaliação pessoal, sou obrigada a dizer que TTGL foi uma decepção, por conta do segundo arco tão citado na parte de análise desta resenha. Se o anime terminasse no episódio 15 teria entrado no conjunto das minhas obras mais queridas, pela dinâmica e pelos personagens, porém o choque com as mudanças e o desfecho foi tão impactante que derrubou por completo a impressão que a primeira trama havia causado.

Talvez eu tenha levado a sério demais a estrutura de uma obra do estúdio que fez Furi Kuri, que faz menos sentido ainda. Talvez.


Indicação da Corrente


Bom, esta foi minha singela participação na Corrente de Reviews 2013. Agradeço ao Did Cart do Anikenkai pela oportunidade de participar mais uma vez deste evento virtual entre blogs do nicho. Também agradeço ao pessoal do Raiburari pela oportunidade de assistir esta série que me trouxe uma gama de sentimentos enorme ao assistir. Valeu mesmo gente.

Pra finalizar, minha indicação vai para o Blog Clube de Anime UFABC. Nada menos do que. . . do que. . . o já tão citado neste post: os OVAs de Furi Kuri, do estúdio Gainax! Parece que inesperadamente é um breve momento de celebração às obras dessa empresa aqui na Corrente. Não sei qual dos redatores do blog irá fazer a resenha, mas espero que tenha aproveitado a oportunidade assim como eu aproveitei a indicação que me foi feita.

E chegamos ao fim. Espero que este review seja a volta da minha movimentação aqui pelo blog (tantos projetos e um só tempo, é um problema) e espero que aqueles que leram até aqui tenham apreciado o texto.

Até breve!


HyperComix(1996) e uma reflexão sobre a eterna luta do mangá brasileiro

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Com essa onda de projetos online e pedidos de doação que movimentam o mercado indie de quadrinhos na estética do mangá feito no Brasil os desinformados (ou mesmo os mais novos) acabam por imaginar que é novidade que os artistas brasileiros estejam lutando por espaço no mercado editorial. Mas essa luta já é muito antiga e vem de épocas onde tudo era muito menos favorável.

Acabei descobrindo um pouco sobre essas histórias do passado por acaso, quando cruzei com alguns volumes da HyperComix em um sebo aqui de Porto Alegre.

Ei, mas eu conheço esses nomes!

Foi por acaso durante um passeio com o (sempre) nobre Carlírio que visitava a capital gaúcha que me deparei com alguns volumes dessa publicação que desconhecia. Não demorou para o que conhecido "Padrinho" me desse informações básicas da publicação, que me despertaram interesse em comprar aquelas "relíquias". Uma viagem no tempo e na história dos quadrinhos brasileiros.

A HyperComix foi publicada em 11 edições nos anos de 1996/1997 pela pequena editora Magnum. A mesma teve apenas mais uma publicação: o mangá brasileiro de Megaman. 



Foi um segundo choque quando descobri sobre essa segunda publicação, pois eu tive acesso a essas revistas lá naqueles distantes anos de 96/97, quando estava no início do Ensino Fundamental, em Manaus. Volta e meia me questionei qual teria sido o destino daquelas revistas do Megaman e, vejam só, descobri um elo quando nem esperava com aquele passado.

Mas voltando às HyperComix. Vários nomes que fazem parte dessa história muitas vezes ignorada ou desconhecida dos quadrinhos inspirados no mangá feito no Brasil. O que mais se destacou para mim foi o do Sérgio Peixoto Silva, antigo editor da revista Animax que agora tem um blog que segue a mesma vibe da publicação impressa daquela época. (visite a  Revista Animax - O máximo em animação japonesa AQUI).



As histórias das revistas HyperComix eram paródias de nonsense (e algumas vezes fanservice) extremo. Um espírito de ousadia e falta de qualquer limite no que tange tirar sarro das grandes obras da animação daquela época permeiam cada página dos volumes desse Fanzine.

Guardem este detalhe, o Fanzine com F maiúsculo. Depois vou voltar com ele para a reflexão deste texto.

Li nos poucos textos que fazem referência à HyperComix na internet que a série não teve sucesso principalmente por abordar obras que eram grandes no Japão, porém desconhecidas no Brasil na época, como Bastard e Rurouni Kenshin. Como não tinha conhecimento na época desses fatos, não tenho como confirmar, mas sou tendenciosa a acreditar neste argumento. Ainda assim, o fato de um fanzine ter perdurado por 11 edições e ser ainda hoje encontrado em sebos é prova suficiente de sucesso dentro da sua proposta ousada, porém consciente de suas limitações.

Agora vamos para a segunda parte deste texto, a reflexão.

No presente, no futuro, indo aonde for! (ou, perdoem a mania de citar trechos de música sempre que possível)

Conhecer as divertidas, porém singelas HyperComix me levou a pesquisar um pouco mais sobre a história dos autores brasileiros que publicaram, publicam o querem publicar quadrinhos ditos mangás no Brasil. Existe uma cronologia resumida com muita qualidade no site Kotatsu. 

Sei que tem muito veterano de guerra que sabe de cor o nome de todas as revistas de mangá que já saíram no Brasil por brasileiros e que não se surpreendem ao saber que a primeira tentativa ocorreu em 1964. Porém também existe muita gente de gerações mais recentes (eu nem sou dos novinhos e não sabia da maioria das informações!) que acha que a Ação Magazine foi o primeiro empreendimento que fracassou na publicação de mangás brazucas.


Eu lembro de vários desses da leva de 2002 em diante, mas confesso que nunca vi, nem li nada de Holy Avenger. Só sei que essa é a série que mais tem fãs de odiadores de todas. Consequências do sucesso. (Apesar de que a Ação já deve estar perto de alcançar o número de odiadores, mas isso é impressão pessoal)

Mas a reflexão que gostaria de trazer neste segundo momento do meu post é sobre a postura desse mercado emergente de publicações brasileiras de mangá.

Não há dúvidas de que hoje em dia o mercado está muito mais propício do que a anos para estas obras, mas ainda assim não é um paraíso. Incentivos e leis estão se consolidando para dar espaço aos artistas brasileiros, o público dentro do nicho de mangás está menos preconceituoso com obras nacionais (apesar de desgostos que é melhor nem comentar). As revistas digitais estão mostrando cada vez mais que talento não é o que falta para os nossos compatriotas dos quadrinhos.

Já falei aqui no Mundo Mazaki da Conexão Nanquim (quando ainda se chamava Nanquim Digital). Uma publicação online que traz em suas páginas obras incríveis como Nova Ventura, Egoman ou o (na minha opinião nada imparcial) genial </3 (lê-se "menor que um terço" apesar da figura evocada seja, obviamente, a de um coração partido). Talvez a revista tenha tomado algumas decisões que eu não concorde muito em algumas ocasiões, mas isso acontece e continuo achando o projeto e trabalho de toda a equipe Conequim ótimo.

Não se deixem abater por qualquer adversidade no caminho, equipe Conequim!

Só que em um contexto mais amplo, onde projetos parecem se multiplicar todos os dias pedindo doações para se lançar, onde posturas no mínimo arrogantes são tomadas como incentivo na participação de concursos de quadrinhos, quando peguei as HyperComix nas mãos fui levada a refletir sobre a postura do passado e presente.

Na capa das HC estava estanpado "o Fanzine chega às bancas". A obra não tinha nenhum medo em chamar-se de Fanzine, tanto por ter noção de suas limitações em qualidade, como pela própria liberdade temática. Nas páginas das revistas não havia sinais de vergonha por estar trabalhando em algo que se declarava amador.

Hoje em dia, porém, a atitude geral é bem outra. Claro que para tornar um mercado embrionário em algo real é preciso ter atitude profissional, mas as coisas ficam meio confusas quando você confunde profissionalismo com arrogância.

Infelizmente uma briga de egos inflados permeia projetos que poderiam (e poderão ainda) ser bem sucedidos. Falta humildades dos que estão começando e dos que estão aí nessa eterna luta já a um bom tempo.

Postura, é sobre isto que estou falando. Parece que nossos novos e "novos-novos" autores não querem iniciar suas escaladas no mundo profissional tendo noção de que são pequenos, porque tudo começa pequeno. Arrotando qualidade grandiosas aos quatro ventos, sem conseguir mostrar resultados do tamanho das suas palavras, porque é natural que todos os resultados começam pequenos.

Os próximos capítulos dessa eterna batalha do quadrinho nacional vai ser marcada por essa disputa onde a arrogância tem um predomínio aparente sobre a humildade. A minha torcida fica para que a arte vença no final e possa ser levada enfim ao patamar profissional que tanto anseia a décadas.



UQ Holder - o novo mangá de Ken Akamatsu começa com tudo!

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A estréia de UQ Holder, nova obra de Ken Akamatsu se deu no mês de agosto deste ano de 2013 e foi cercada de grande expectativa: desta vez o mangaká tinha a intenção clara de fazer um mangá de ação desde o princípio.

Talvez no Brasil o trabalho de Ken Akamatsu não seja tão reconhecido quanto poderia. Sua imagem é muito marcada pelos fanservices de Love Hina. Muitos sequer chegaram a ler sua obra seguinte e de maior sucesso comercial: Mahou Sensei Negima. O plot de um menino cercado de 31 garotas também ajudou a aprofundar o preconceito de leitores que (no meu ver pessoal) parecem valorizar demais a sexualidade nos mangás, esquecendo de analisar outros aspectos como a comédia, e, principalmente, a qualidade dos personagens.


Ken Akamatsu é um mestre em criar personagens cativantes e Negima foi um grande sucesso quando conseguiu mesclar a comédia, esses personagens apaixonantes e uma dose de ação crescente. Lutas muito bem desenhadas estão nas páginas da obra de forma cada vez mais constante a partir do terceiro arco da história, chamado simplesmente de "Festival Escolar".

Para os que acompanharam Negima ficou claro que o autor acabou perdendo o fio de Negima quando enfatizou demais a parte de ação em uma história que começou com o espírito de comédia pastelão aos limites. O final da série, um improviso que decepcionou muito, esteve cercado de perguntas. Fato é que Akamatsu criou um cenário interessante, mas acabou transformando os personagens de Negima em figuras forçadas a empurrar um enredo que não tinha mais a cara deles.

E então, chegou a vez de UQ Holder.



O mangá é uma sequência do universo de Negima, um futuro não muito distante, onde o Japão construiu um elevador até o espaço (já ouvi falar que isso já foi cogitado a ser feito na vida real) e onde os humanos comuns enfim foram informados sobre a existência da magia e dos magos (o que era o objetivo de vida do protagonista Negi Springfield ao final da série anterior). E é nesse cenário cheio de possibilidades que vamos acompanhar a saga de Touta Konoe encarando um aspecto da magia que desde tempos antigos permeia a imaginação da humanidade:


A Imortalidade.

Touta é um orfão que vive em uma vila do interior do Japão, sob a custódia de Yukihime, a pessoa que sobrevivera junto com ele ao suposto acidente que tirou as vidas dos pais do rapaz. Como um sonhador Touta deseja ir para a grande capital de Amanomi Hashira (se Tóquio já era enorme, imagine essa...) e o caminho mais fácil parece ser derrotar em uma luta Yukihime. Tudo isso graças a uma promessa do líder da vila em dar passagens para a capital caso algum dos garotos do local conseguisse realizar tal feito.

Sem entrar em detalhes do enredo gostaria de dizer é que UQ Holder começou com a dose exata de pancadaria, ação dramática e adrenalina. Ken Akamatsu vem mostrando mais uma vez que sabe fazer lutas muito bem pensadas, desenhadas e coreografadas. 

Até o momento de publicação deste post já foram lançados 9 capítulos de UQ Holder, nos quais o desenvolvimento do cenário foi o maior foco. Os três personagens centrais: Touta, Yukihime e Kuroumaru já estão bem colocados e a dupla de amigos já está diante de um grande desafio que irá testar até os limites das suas habilidades.



Enfim, a nova obra de Ken Akamatsu começou com o pé direito, mostrando um potencial grande para uma obra de ação bem aos moldes dos grandes sucessos da indústria de quadrinhos japoneses. Os fãs anteriores do autor também tem o plus da curiosidade sobre o cenário de UQ Holder. Mistérios envolvendo os personagens marcantes de Negima estão ocultas nesta nova história, o que instiga muito os fãs.

E é nessa dose equilibrada de novidade e tradição do próprio trabalho, Ken Akamatsu apresenta esse que pode ser seu último mangá semanal. Fica a minha torcida, como fã do "Tio Ken" para que as vendas de UQ Holder sejam um sucesso. Confiram este mangá, está valendo a pena.


PS: Queria que o tempo passasse mais rápido só para ver o dia, num futuro talvez ainda distante, em que a JBC vai publicar mais esse mangá do Akamatsu no Brasil.

PS2: Já sou fã do Kuromaru!

Sobre o que fala Suzumiya Haruhi, afinal?

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Suzumiya Haruhi é uma série de light novels que já conta com 10 volumes e o suspense se irão haver novas publicações ou não. A história ficou mais famosa quando se transformou em anime e então a franquia caiu no gosto do público otaku pelos seus clichês cômicos, personagens carismáticos e uma dancinha viciante para viralizar. Porém muitos acabam julgando que a obra não passa de um entretenimento barato para otakus e que não possui nenhuma mensagem intrínseca. O que é um erro e eu vou dizer o motivo:

Qualquer obra, por mais comercial e batida que seja, pode conter em si uma mensagem, talvez supérflua, talvez profunda, mas não é por causa de questões visuais ou estilísticas que deve ser ignorada essa possibilidade.

Vou citar um exemplo de conhecimento mais comum no mundo do entretenimento para deixar mais simples o entendimento.

Matrix, o filme de 1999, é uma história louca sobre pancadaria alucinada entre realidade e mundo digital? Bom, essa pode ser a cara do filme, com seus efeitos e etc, mas existe uma mensagem na obra que é sobre esse modo de ver a realidade, de revelar as verdades que existem por debaixo dos panos da vida comum. Algo que pode ser transportado para o nosso dia-a-dia, quando nos questionamos se nossa vida é só viver de um trabalho ordinário que não gostamos ou é possível ir além, "sair da Matrix".

Partindo para algo mais "familiar" mas que também seja mais simples de explicar essa questão de significado. Nausicaa, o filme consagrado de Hayao Miyazaki que mostra uma guerra de interesses e sobrevivência em um mundo completamente catastrófico. A mensagem aqui é de reflexão, sobre o nosso modo de tratar com o mundo e também o modo de tratar uns com os outros. Uma mensagem profunda sobre respeitar a vida.

Agora, uma questão que me vem ao trazer estes exemplos é: Porque então a série Suzumiya Haruhi, que é uma obra literária, é mais difícil do público admitir, ou mesmo perceber que existe um significado intrínseco? E a resposta não é tão misteriosa assim: público alvo e linguagem.

"Haruhi" é uma comédia juvenil dotada de toques de ficção-científica, com seus teoremas sobre a estrutura do universo que beira a metafísica mais séria. Porém a obra ainda é uma light novel, uma literatura feita para jovens, e por isso é recheada de humor e exageros nos acontecimentos. É essa linguagem que faz a obra dar tão certo para seu público e mesmo para pessoas fora da faixa de critérios visada pelo autor/editora.

Acontece que o público mais crítico é muitas vezes mais velho do que o público alvo da série, o que faz Haruhi sofrer os mesmos tipos de preconceito que livros infanto-juvenis sofrem. É bem similiar, comparando alguns parâmetros, com o preconceito contra a série Harry Potter, onde os críticos (que muitas vezes nem se aprofundaram em conhecer o trabalho da autora) diz que aquilo é apenas diversão para crianças bobas, ignorando as mensagens contidas ali. Se a obra fala de amor incondicional, ou superação dos próprios limites, valor da amizade, isso não importa aos críticos. Para eles, o fato de ser "infantil", já tira qualquer valor moral que possa estar contido na história.

O exato caso de Suzumiya Haruhi.

Mas então, sobre o que fala Haruhi? Qual é o significado dessa história? Na verdade este texto é motivado pela minha surpresa ao perceber que mesmo as pessoas que gostam da série como um todo não se atenta para este sentido.

Suzumiya Haruhi fala sobre cada um de nós. Sobre a capacidade infinita que cada pessoa quando jovem tem de construir a própria vida. Através de uma caricatura cheia de nonsense e humor, o autor esta dizendo a cada página a seguinte mensagem:

"Você é o Deus do seu próprio Universo e pode criar qualquer coisa, mas tudo parece um tédio ao seu redor porque você não sabe desse seu poder."

Os mais pessimistas, aquelas pessoas que acumulam frustrações umas atrás das outras através dos anos, poderão ser bastante intransigentes com essa idéia, porém isso não tira a verdade da mensagem do autor. Todos nós podemos ser qualquer coisa quando nascemos, são as nossas escolhas e a nossa própria capacidade de limitar o mundo que pode nos levar a caminhos tedioso, sem graça, frustrantes...... melancólicos.

A história de Suzumiya Haruhi é uma verdadeira guerra entre aqueles três elementos da psiquê que nós, leigos, conhecemos: Id, Ego e Super-Ego. Um enredo que simboliza as nossas potencialidades como os grandes feitos de Haruhi, que é capaz de criar viajantes do tempo, alienígenas e espers, mas ao mesmo tempo é cética da sua própria capacidade, censurando-se ao ponto de ser completamente alheia a esses poderes infinitos. Esses somos nós, nos julgando incapazes e entrando na faculdade que nossos pais escolheram para nós, abraçando o emprego que eles desejaram para nós, por não termos coragem de acreditar que poderíamos ter feito tudo diferente e encontrado coisas maravilhosas escondidas embaixo da cama.

Você é tão egocêntrico quanto essa garota aí, admita!


Toda a história, por mais boba que pareça, contém uma mensagem. Quando não contém é que surgem aqueles enlatados onde realmente a única preocupação é estética e que não consegue passar desapercebida essa sua falta de valor. Se for parar para pensar sem preconceito, até coisas consideradas descartáveis em significado, como por exemplo as séries literárias de Crepúsculo e 50 tons de cinza tem alguma mensagem, ainda que seja tão repugnante ou babaca que seja melhor para muitos ficar distante, mas que para aquelas pessoas que se indentificam com esta mensagem trás entendimento e conforto.

Quem sabe se cada um olhar com um pouco mais de cuidado talvez possa apreciar bem mais coisas sem se deixar levar pelo seu monstro da crítica e frustração. Quem sabe.
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